
Lobo que na noite corre sob o luar, que caminha na mata sombria, que observa da montanha erma...
Lobo que conheces os mistérios dos labirintos, dos pântanos,que uiva despertando suas vitimas...
Lobo que respira ofegante que caminha amante, amante de um peito de espinhos...
Lobo de mordidas ferozes...
É um anjo disforme no breu que somente a lua guia.
Lobo de pele fria, demasiadamente gélida... Uivo que percorre o alvorecer e destrói as teias voláteis do tempo e nos faz temer o maldito rosnado, do lobo que nunca cansa de fugir...
Lobo traduz essa harpa e escuta essa melodia, a unicamelodia, que te faz dormir...
Lobo que não perece, que nunca se esquece que sempre é tempo de partir.
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