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19 de março de 2012

Confiram esse curta "Treze minutos ou perto disso" muito interessante!

é um curta metragem sobre dois homens não gays que passam uma noite juntos e tentam entender porque gostaram das experiência.

Uma observação...

A tradição segue, a religião persiste na mesma tecla, será mesmo que seres alienados conhecem esse sentimento amor? Será que eles levam a sério o “Amar a Deus sobre todas as coisas” e por isso confrontam grupos que pelo contrario de suas atitudes buscam a paz, usam meios até de maiores riscos para sobreviver (prostituição), uma dose de alegria que automaticamente é dada a cada ser social que acorda cedo e vai à busca do pão para sua família, mas como seria a reação de alguém ao passar na esquina e ver um gay se prostituindo? No mínimo iria chamar de “viadinho desocupado”.
Estereótipos não existem somente nesse gênero, nesse grupo tão descriminado por maioria. Olhamos para o horizonte e logo vemos em qualquer lugar vários grupos que se enquadra (...)
Alguns grupos religiosos expõem isso e além de tudo esnobam a mania de grandeza mesmo tentando expressar suas particularidades e doutrinas inocentes, que fica na cara que isso não da pra esconder tamanha injuria... Chegam a dizer que isso é abominação =homossexualidade.
Não estou aqui para julgar e nem criticar toda essa sociedade medíocre, mas para alertar que assim como um pai de família segue o seu dia e corre atrás do trabalho muitas e muitas pessoas homossexuais fazem o mesmo pagam impostos, tem suas despesas, moradia...
Não precisamos de um livro para nos castrar de algo bom e impedir que pessoas vivam suas vidas, precisamos de pessoas que buscam sabedoria e tentam amar o próximo como a si mesmo sem preconceito de: cor, raça, sexo, religião... Agora enquanto esse confronto existir tudo será debatido... Para isso existe uma bancada no plenário onde o propósito é confrontar mesmo! Se ajoelhar no chão e pedir: oh meu deus tomara que nada de ruim aconteça. Sejamos racionais, se eu e nem você lutar contra esse preconceito e só apelar para esse Deus, os jacarés devorarão com sua fúria cada ser diferente que não se enquadram no padrão da sociedade agindo estupidamente sem moderação e sendo um ser anti-social queimando, ateando fogo, esfaqueando vitimas de preconceito.


14 de março de 2012

Esses gays…

Esses gays…

Autor: Tiago Angelo
Recentemente um dos meus melhores amigos me disse que é homossexual. Foi ótimo ser o primeiro a ficar sabendo e melhor ainda ver que ele decidiu se assumir. Ele ainda não contou para os pais, o que sem dúvida não é uma tarefa fácil, porém deu o primeiro (e mais importante) passo. Mas o assunto do texto não é esse, e sim algumas questões que isso suscitou.
Algumas pessoas disseram que já haviam notado certo“jeitinho” nesse meu amigo. Sobre esse tipo de estereótipo que eu gostaria de tratar (de forma breve e talvez um tanto quanto superficial).
Eu particularmente nunca tive opinião sobre a sua sexualidade, pois o tal jeitinho nem de longe é um bom indicativo de alguma coisa. Por vezes fui vítima dessa maneira de definir as pessoas e não raramente me perguntam se sou gay, pelo simples fato de cruzar as pernas (sim, só por isso!). Nunca fui do tipo que liga, muito menos que “tenta se defender”. Quando dizem que tal pessoa acha que sou gay por causa da minha postura dou de ombros. Certamente não faz o meu tipo me apresentar dizendo “Oi, meu nome é Tiago. Talvez você repare que algumas vezes eu cruzo as pernas, mas eu não sou gay, tá?”. No que depender de mim continuarei “sendo” pra muita gente.
A coisa fica pior quando homossexuais são retratados na TV de forma totalmente caricata, novela após novela ( O único papel em que eles eram moderados foi censurado) ou quando o ator que interpreta um homossexual diz que não gostaria que a TV reproduzisse um beijo gay por não querer que a filha visse uma cena dessas. Estupro no BBB é chamado de amor, cena bizarra na programação é conscientização, mas dois homens ou duas mulheres trocando afetos, ah não, ai é putaria. Assim meus filhos vão crescer pensando que ser homossexual é normal!
Não raramente escutamos pessoas que dizem não gostarem de gays por eles serem muito escandalosos e por serem sempre o centro das atenções. No entanto essas mesmas pessoas parecem ignorar todos os exemplos de falta de educação por parte de heterossexuais que vemos todos os dias.
“É hetero? Tudo bem, mas se for gay eu provo meu ponto”.
Tudo fica mais perigoso quando se forma a opinião de que todo gay é imoral, promíscuo, não respeita ninguém e da em cima de todo mundo. Muitos tentam justificar suas agressões partindo desse tipo de preconceito (e presunção). Segurar a força o braço de uma menina que passa na balada não tem problema. Estou sendo macho e marcando meu território. Um homossexual olhou pra mim na rua, ai o bicho pega! Onde já se viu tamanho desrespeito?! Beijar minha namorada no trem, o que há de errado? Se um homem abraça outro, ai ferrou.  Desse jeito eles traumatizam as crianças!
Tudo seria tão melhor se parássemos pra ouvir o que as pessoas têm a dizer e não recorrêssemos à definições simplistas como se fossem corretas. Conhecer pessoas individualmente costuma ser saudável, muito mais que fazer generalizações de qualquer tipo
Uma dica: provavelmente vocês cruzam com muitas pessoas todos os dias e nem se dão conta de que elas são homossexuais. Agora um segredo: sabia que a única característica que engloba todas elas é o simples fato de sentir atração por pessoas do mesmo sexo? Pois é, pois é, pois é

A imagem dos gays

Eu ouço muito frequentemente sobre essa tal de “imagem dos gays”. Frases como “por causa das atitudes de certa pessoa (homossexual) é que os gays tem essa imagem” e “fulano, agindo assim, mancha a imagem da comunidade LGBT” são muito comuns. Inclusive entre pessoas que sinceramente não se consideram homofóbicas.
Mas, só o fato de se achar que realmente existe uma imagem, uma idéia “x” de determinado grupo,  já não é preconceito? Quando se afirma uma das frases ali em cima já não se esta caindo nesse tipo de raciocínio? Um raciocínio viciado, quem sabe?
Infelizmente, muitas vezes reforçamos idéias pré-concebidas sem nem notar,  “por força do hábito”  ou por achar que pode, sim, ter um fundo de verdade.  Mas mesmo que tenha esse “fundo de verdade” (e quase sempre tem) rotular as pessoas logo de saída ainda é uma atitude a se manter? É válido? Ou é uma forma de degradar o outro, simplificando-o?
Esse texto se volta para a questão dos gays, mas você pode fazer um exercício e substituir “homossexuais” por  outros adjetivos e tentar reconstruir o a cadeia de pensamentos. Tenho certeza de que vai ser interessante.
Qualquer “qualidade” ou “defeito” independe de orientação sexual
Primeiro, qual é essa tal “imagem dos gays”? Vamos lá, pode falar, sem medo, comigo: são promíscuos, infiéis, nojentos, barulhentos, histéricos, doentes, etc. Juntando todas essas características podemos ter uma boa noção do que muitos consideram o “gay típico”.
O ponto é: gays são pessoas.  E as pessoas, gente, são promíscuas, infiéis, nojentas, barulhentas, histéricas, doentes, etc, etc. Heterossexuais possuem esses mesmíssimos comportamentos. Qualquer “qualidade” ou “defeito” independe de orientação sexual e, independe também de qualquer outra “qualidade” ou “defeito”.  Você pode, e provavelmente já encontrou, uma pessoa meio histérica mas que não era promiscua, por exemplo. Para não entrar , claro, naquela famosa questão de o que pode ser considerado “defeito” ou “qualidade” e para quem.
Mas, quando encontra um gay que não corresponde a esse modelo é porque se trata de um “caso a parte” ou “exceção a regra”.
O grande problema dessas “imagens” é que quando alguém encontra um homossexual que esteja sendo, por exemplo, infiel com seu parceiro, automaticamente ele já taxado com todos aqueles outros adjetivos ruins lá de cima. Para,  ainda levar , no fim, um “tinha que ser viado/sapatona mesmo”.  Mas, quando encontra um gay que não corresponde a esse modelo é porque se trata de um “caso a parte” ou “exceção a regra”.
Eu mesma tenho contato com meia dúzia de gays. Alguns deles são pessoas que amo incondicionalmente e que já fizeram , digamos, muita “bagunça” antes de encontrar alguém para um relacionamento serio e fechado. Isso não parece muito familiar? Ou que ainda não encontraram esse alguém e se deprimem com isso. Outro que é super caseiro.  E mais um que já quebrou o coração de pessoas que gosto e por isso eu o acho um verdadeiro babaca. Sim, é isso mesmo: eu detesto um garoto gay.
É preciso entender que gays são pessoas. E que as pessoas podem e são chatas, desagradáveis ou idiotas mesmo. O importante, porém, é saber que se você não gosta de fulano, que é gay,  não é exatamente pela orientação sexual dele, mas por traços de personalidade que você também não gosta em heteros ou bissexuais.
______
Não posso deixar de compartilhar com vocês isso: escrevi esse texto ouvindo Like a Prayer da Madonna. Muito além da Diva Gay, Madonna ilustra no clipe dessa música o tema do texto, mas focando na questão do racismo. Infelizmente muito atual ainda.

Fonte: http://bulevoador.com.br/2012/03/33622/
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